Vouzela,  17 de Janeiro de 2019 | Director: Lino Vinhal

C. R.

180 anos de afirmação concelhia em Oliveira de Frades

24 de Abril 2017

Há datas que nos dizem mais do que outras e aquelas que são redondas saltam-nos logo à vista, vindo ter connosco em desafios constantes. Pedem-nos que as assinalemos com mais entusiasmo, saudando todos os tempos passados e, com as suas memórias, ir sempre em frente.

Com o concelho de Oliveira de Frades a ter nascido, de vez, pela força da pena da Rainha D. Maria II, em 7 de Outubro de 1837, travando avanços e recuos, em oscilações e humores diversos, está na hora de se começarem a agendar uma série de eventos que ponham em evidência esta óptima decisão real.

Se a sociedade civil pode dar o seu contributo, não lhe cabe, nunca, substituir-se ao poder instituído, as autarquias locais, eleitas e sufragadas pelo voto directo dos cidadãos de cada uma e de todas as nossas terras. É nelas que reside a acção maior e determinante a este propósito e a muitos outros.

Momento histórico e cultural de excelência, bem merece uma dedicada atenção e um programa de comemorações à altura de tão grande acontecimento local. São 180 anos de vida municipal que este ano de 2017 se nos apresentam cheios de memórias e evocações.

Se nem tudo correu bem, isso é uma certeza. Por exemplo, a questão da Comarca, criada, retirada para voltar de novo, num espaço de 4 anos, logo no início do século XX, é um tema que, até se consolidar, muita tinta fez correr. Ultimamente, voltou de novo pelas piores e pelas melhores razões.

Em matéria de saúde, há retrocessos que importa analisar, para se virem a encontrar as melhores soluções, estando nós a questionarmos o tempo em que os serviços estão abertos e nunca a pôr em causa a sua qualidade.

Velha questão é esta: a sua disponibilização, 24 em 24 horas, é um imperativo que não devemos deixar de lutar por ele.

Em ambiente de festa, que os aniversários são para isso mesmo, mal não nos fica que debatamos também o que de bom e menos bom se tem feito ao longo destes 180 anos, vistos na sua globalidade, ainda que à luz, como é natural, de cada época por que passámos.

Por estarmos em 2017, mãos à obra quanto às comemorações que se desejam e que o concelho merece.

C. R.