Vouzela,  25 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

UCC Lafões

Semana Mundial do Aleitamento Materno

7 de Agosto 2019

A Semana Mundial do Aleitamento Materno é comemorada anualmente, entre os dias 1 e 7 de agosto, em mais de 170 países, com o objetivo de encorajar esta prática e fomentar a saúde dos recém-nascidos de todo o mundo.

O leite materno é o alimento ideal que fornece ao bebé todos os nutrientes que ele necessita. A Organização Mundial de Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo a partir da primeira hora de vida do bebé e até este completar seis meses. Após esta idade recomenda-se a introdução de alimentos complementares apropriados, adequados e seguros e encoraja-se a manutenção do aleitamento materno até 2 anos ou mais.

Este ano a OMS e a UNICEF dão particular importância à amamentação na primeira hora de vida e ao contacto pele a pele imediatamente após o nascimento, pois ambos estimulam a produção de leite materno, incluindo o colostro, também chamado a “primeira vacina” do bebé, que é extremamente rico em anticorpos e nutrientes.

O aleitamento materno constitui uma base importante para o primeiro relacionamento humano e tem persistido através dos tempos, apesar de fortemente influenciado, quer por valores morais e sociais, quer por conceitos mais ou menos científicos. Falar de amamentação é mais do que fornecer alimento. Implica uma interação entre duas pessoas, a mãe com a sua personalidade, cultura, costumes, valores e mitos, e o filho totalmente dependente dela, em permanente tentativa de adaptação pois as influências ambientais não cessam. A mãe que amamenta precisa de uma maior quantidade de alimentos e líquidos. Assim supre as suas necessidades e produz leite em quantidade e qualidade adequadas ao bebé. Ela precisa comer frutas, verduras, carnes, legumes, feijão e arroz, que possuem os nutrientes e vitaminas de que precisa. Deve beber bastante líquidos: chás, água, sumos naturais ou leite. Isso ajuda a produzir leite. E não deve consumir álcool, fumo e outras drogas, nem tomar medicamentos sem receita médica.

Estima-se que o aumento da amamentação pudesse evitar anualmente a morte de 820 000 crianças com menos de cinco anos em todo o mundo. A amamentação diminui o risco de infeções respiratória e diarreia, tanto em países desenvolvidos como em países em vias de desenvolvimento. Diminui ainda o risco de asma, alergias alimentares, doença celíaca, diabetes tipo 1 e leucemia. A amamentação pode também melhorar o desenvolvimento cognitivo e diminuir o risco de obesidade em adulto.

Entre os benefícios da amamentação para a mãe estão uma diminuição das hemorragias após o parto, melhor recuperação do útero, perda de peso e menor incidência de depressão pós-parto. A amamentação atrasa o regresso da menstruação e da fertilidade. A longo prazo, estão a diminuição do risco de cancro da mama, doenças cardiovasculares e artrite reumatoide.

A amamentação é geralmente menos dispendiosa do que o leite artificial.

No entanto, a amamentação é um projeto a delinear pela mulher/casal durante a gravidez de uma forma consciente, lúcida e livre de pressões externas, pois só assim poderemos falar do sucesso do aleitamento materno!

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